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5. Limpeza de logradouros
O serviço de limpeza de logradouros públicos
tem por objetivo evitar:
problemas
sanitários para a comunidade;
interferências perigosas no trânsito de veículos;
riscos de acidentes para pedestres;
prejuízos ao turismo;
inundações das ruas pelo entupimento dos ralos.
Atribuições
O serviço de limpeza de logradouros costuma ser responsável
por:

As vezes outras atividades também são
atribuídas ao setor, como:

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Varrição
Varrição ou varredura é a principal atividade de
limpeza de logradouros públicos.
O conjunto de resíduos como areia, folhas carregadas pelo vento,
papais, pontas de cigarro, por exemplo, constitui o chamado lixo público,
cuja composição, em cada local, é função
de:
arborização
existente;
intensidade de trânsito de veículos;
calçamento e estado de conservação do logradouro;
uso dominante (residencial, comercial, etc.);
circulação de pedestres.
Um fator que muito influência a limpeza de uma cidade é
o grau de educação sanitária da população.
Todos deveriam estar conscientes que mais importante que limpar é
não sujar! O próprio Poder Público pode dar o exemplo
plantando nas ruas árvores que não percam muitas folhas
em certas estações, instalando caixas coletoras bem visíveis
por toda parte ... Com medidas do gênero, a Prefeitura verá
diminuído o seu próprio trabalho.

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Métodos de varrição
As maneiras de varrer dependerão dos utensílios e equipamentos
auxiliares usados pelos trabalhadores. Em um País onde a mão-de-obra
é abundante e é preciso gerar empregos, convém
que a maioria das operações seja manual.
Apenas em algumas situações particulares recomenda-se
o uso de máquinas.
A limpeza por meio de jatos de água deve ser restrita a situações
especiais. Água, em geral, é cara demais para ser gasta
em uso tão pouco nobre.

Normalmente não é preciso varrer
a faixa mais central de uma via. O trânsito de veículos
basta para empurrar a sujeira para as sarjetas e estas, sim, deverão
ser varridas.
É hábito no Brasil que a limpeza das calçadas fique
por conta dos moradores. O costume é excelente e deve ser incentivado
podendo, inclusive, constar do Código de Posturas ou outra legislação
pertinente.
Automóveis estacionados são a dor de cabeça do
limpador da rua. Quanto maior a cidade maior o problema. Não
existem soluções definitivas, mas aí vão
algumas sugestões para tentar amenizar o problema:

estabelecer
estacionamentos alternados . cada dia os veículos só poderão
estacionar em um dos lados da via pública; enquanto isso o lado
vazio é limpo;
exigir um afastamento
mínimo entre o veículo e o meio-fio . solução
que só se aplica a ruas largas;
providenciar varrições
noturnas, complementares às que se fazem durante o dia . comportamento
recomendável para áreas comerciais, o que, entretanto,
acarreta maiores custos.

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Equipamentos auxiliares de remoção
Os equipamentos auxiliares para remoção são utilizados
para evitar que o lixo varrido fique à espera da passagem do
veículo coletor, amontoado ao longo dos logradouros e sujeito
ao espalhamento pelo vento, pela água das chuvas, etc.
Quando a coleta é efetuada pelos mesmos varredores, são
utilizadas carrocinhas de madeira, latões transportados por carrinhos
com rodas de borracha e outros equipamentos assemelhados. O lixo vai
sendo acumulado durante a varredura. Os recipientes, uma vez cheios,
são vazados em um local previamente determinado (ponto de lixo),
de onde se providencia o seu recolhimento e transporte até a
destinação final.
A seleção desses locais é difícil, mas muitas
vezes é fundamental para agilizar as operações;
a vizinhança, entretanto, reclama.
Quando não houver equipamentos auxiliares que facilitem as transferências,
a solução será usar áreas menos visíveis
ou juntar o lixo no passeio de vias pouco movimentadas. Aí, porém,
a remoção terá de ser imediata e a limpeza permanente.
Os sacos plásticos são a opção mais indicada
para reduzir tais inconvenientes.
Os equipamentos auxiliares de remoção mais utilizados
são:

Carrocinha
de madeira
É constituída por uma caçamba de madeira com tampas
removíveis nas partes traseira e dianteira, que se apóia
sobre duas rodas com aros de ferro. As rodas devem ser de grande diâmetro,
facilitando os deslocamentos, em particular as subidas no meio-fio.
A capacidade é de 250 litros, o que a faz indicada para operar
em áreas onde a concentração de lixo seja elevada.
Carrinho de ferro com rodas de pneus
Consiste em uma estrutura metálica montada sobre rodas de borracha,
suportando recipientes para armazenar o lixo varrido. É indicado
para as áreas urbanas mais movimentadas. Os tipos mais conhecidos
no Brasil são o lutocar e o prefeitura, que podem
ser guarnecidos com sacos plásticos.
Uma outra opção é o carrinho feito com estrutura
tubular que permita a fixação de sacos plásticos.
Estes, quando cheios, seriam fechados, retirados da armação,
colocados na calçada e substituídos por outros vazios.

Carrinho de mão convencional
Só deve ser usado quando as soluções anteriores
forem impossíveis. Sua capacidade e seu formato não são
adequados. Vira com facilidade, esparrama o lixo, permite que o vento
o carregue. É bem verdade que já existem alguns carrinhos
fabricados especialmente para limpeza urbana que atenuam essas desvantagens.

Caçambas estacionária
São
recomendados contenedores tipo Dempster ou Brooks dispostos nos pontos
de lixo. Os carrinhos lutocar, as carrocinhas de madeira e outros equipamentos
empregados pelos varredores seriam vazados nessas caçambas.
A troca do contenedor cheio pelo vazio se faz através de veículo
tipo poliguindaste. A freqüência do recolhimento deve ser
calculada a partir do volume de material recolhido em cada varrição
. A relação habitual é de um veículo poliguindaste
para cada dez caixas Dempster.
Varredura mecanizada
Em viadutos, pontes, túneis e em vias pavimentadas extensas com
meio-fio executado e bem conservadas podem ser utilizadas varredeiras
mecânicas. No entanto não é muito fácil usá-las
quando há veículos estacionados, declives acentuados,
calhas para águas da chuva ou frisos mais elevados conhecidos
como "despertadores", próximos das muretas de túneis,
pontes e viadutos.
Dependendo do sistema de recolhimento do lixo, os equipamentos podem
ser de dois tipos:
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Em geral, o serviço deve ser programado para
o horário noturno, em virtude do menor trânsito de veículos,
já que a velocidade de varrição nestes equipamentos
(3 a 5 km/hora) é menor que a velocidade normal de tráfego,
o que pode gerar engarrafamentos e outros transtornos.
Cestas coletoras
As cestas coletoras devem ser instaladas em geral a cada 20 metros,
de preferência em esquinas e locais onde haja maior concentração
de pessoas (pontos de ônibus, cinemas. lanchonetes. bares. etc.).
Uma
boa cesta deve ser:
pequena, para não
atrapalhar o trânsito de pedestres pelas calçadas;
durável, bonita
e integrada com os equipamentos urbanos já existentes (orelhão,
caixa de correio, etc.);
sem tampa, pois o usuário,
certamente, não gostará de tocá-la;
fácil de esvaziar
diretamente nos equipamentos auxiliares dos varredores.
Além das cestas coletoras, outras medidas devem ser tomadas paralelamente,
para reduzir a quantidade de lixo lançada nos logradouros. Eis
algumas sugestões:

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Plano de varrição
Será considerada aqui apenas a varrição manual
de ruas e calçadas.
Determinação do nível de serviço
A freqüência com que será efetuada a varrição
definirá o nível de serviço. Neste particular,
há dois
tipos de varredura:
normal ou corrida;
de conservação.
A varrição normal pode ser executada diariamente, duas
ou três vezes por semana, ou em intervalos maiores. Tudo irá
depender da mão-de-obra existente, da disponibilidade de equipamentos
e das características do logradouro, ou seja, da sua importância
para a cidade.
Em muitas situações, é difícil manter a
rua limpa pelo tempo suficiente para que a população possa
percebê-lo e julgar o serviço satisfatório. Aí,
só há uma saída: os garis terão de efetuar
tantas varrições (repasses) quantas sejam exigidas para
que o logradouro se mantenha limpo. Este tipo de varredura, chamada
de conservação, é uma atividade em geral implantada
nos locais com grande circulação de pedestres: áreas
centrais das cidades; setores de comércio mais intenso, pontos
turísticos, etc.

Escolhido o nível de serviço ideal
para cada logradouro, devem-se indicar num mapa, através de convenções,
os tipos de freqüência de varrição adotados,
como por exemplo:

Velocidade de varrição
É normalmente expressa em metros lineares de sarjeta por homem/dia
(m1I.dia). A unidade "dia" refere-se a uma jornada normal
de trabalho. Para determinar a velocidade, é preciso antes classificar
os logradouros de acordo com as características que mais influem
na produtividade do varredor, tais como:
tipo de pavimentação
e de calçada;
a existência ou
não de estacionamentos;
a circulação
de pedestres;
transito de veículos.
Extensão de sarjeta a ser varrida
É preciso, considerando as freqüências indicadas nos
mapas, levantar a extensão total das ruas a serem varridas.
A
extensão de sarjeta corresponderá, portanto, às
extensões de ruas multiplicadas por dois.
Considerando-se as freqüências, seria possível definir
a extensão linear a ser varrida por dia. ou seja: ,
Ex. 2 (diária com repasse)
I (diária sem repasse)
3/6 (3 vezes por semana)
2/6 (2 vezes por semana)
1/6 (1 vez por semana)
Mão-de-obra direta para varredura
A
utilização da mão-de-obra na varrição
deve ser feita preferencialmente por equipes constituídas por:
um só gari varrendo, recolhendo e vazando os resíduos
no ponto de acumulação;
dois homens, sendo um varrendo e juntando os resíduos, enquanto
outro gari coleta e vaza o material no ponto de remoção.
Estudos comparativos efetuados em algumas cidades comprovaram que o
serviço executado por um só varredor é geralmente
mais produtivo.
O número Iíquido de trabalhadores, isto e, a mão-de-obra
estritamente necessária para a varredura, é determinado
da seguinte maneira:
N° de garis = _______Extensão linear total _______
Velocidade
média de varrição
Exemplo
Em uma cidade com 10 mil metros de ruas calçadas, com muito tráfego
e duas sarjetas e com frequência de varrição estabelecida
em três vezes por semana, verificou-se uma velocidade média
de varrição, com um só homem, de 180 m/h, ou seja,
1.440 metros por homem/dia, considerando oito horas por turno.
N° de garis = 10 000 x 2 (n° sarjetas) x 3/6 (freqüência)
= 7
1.440

Ocorre que, para obter este número, as contas
são feitas considerando uma distribuição ideal
dos serviços. Na prática, isto não acontece. Costuma-se,
portanto, adotar um fator de correção (F1) de 10%, isto
é, multiplica-se o número Iíquido de garis por
1,1. Os Índices de ausência por férias, faltas ou
licenças médicas também devem ser considerados.
Um fator de correção (F2) de 20 a 30% pode ser aplicado
sobre o número Iíquido de garis, dependendo da flexibilidade
do órgão de limpeza urbana para punir e até demitir
funcionários faltosos.
Executando as correções:
Mão-de-obra direta = N° líquido de garis x F1 x F2
Remoção do lixo varrido
A remoção do lixo varrido poderá ser feita de várias
maneiras, com a utilização dos mais diversos equipamentos,
recomendando-se o seguinte quantitativo de trabalhadores para a coleta:
Caminhão com caçamba
basculante até 6 m3: 2 homens
Caminhão com caçamba
basculante maior que 6 m3: 3 homens
Caminhão com carroceria
de madeira: 3 homens
Caminhão com poliguindaste
para caixas Dempster: I homem
Carreta por tração
animal ou por microtrator: 1 homem
Quando são utilizados sacos plásticos pelos varredores,
os quantitativos apresentados para caminhões basculantes e carroceria
de madeira deverão ser reduzidos.
Itinerário
Para a determinação dos itinerários ou roteiros
de varredura serão utilizados mapas, onde deverão estar
indicados as caracteristicas dos logradouros, os pontos de acumulação
do lixo e os locais de onde sairão os trabalhadores com seus
instrumentos para iniciarem o serviço. Deverão ser reunidas
informações caracteristicas do método adotado (equipe
de varredores, utensílios e equipamentos auxiliares utilizados),
como também ser consideradas as estimativas dos tempos produtivos
e improdutivos, dentro da jornada de trabalho, tais como:
tempo real de varredura;
tempo gasto no deslocamento
do servidor até o local de início do serviço;
tempo gasto nos deslocamentos
até os pontos de acumulação do lixo;
intervalo necessário
ao almoço dos trabalhadores;
tempo que o trabalhador
leva para se deslocar do local de término do serviço até
o lugar de guarda dos equipamentos e ferramentas.
Uma das regras básicas para o traçado de itinerários
de varrição por quadras é que ele deverá
ser escolhido em função da via principal, de tal forma
que o primeiro trecho da quadra a ser varrido esteja situado nela. Assim,
num dado momento, todos os trabalhadores da área estão
varrendo a via principal, o que é interessante para demonstrar
a atuação mais efetiva da limpeza urbana.
Tais procedimentos somente serão possíveis em áreas
onde o traçado viário for favorável. Caso contrário,
deve-se optar por uma varrição contínua.
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Implantação e fiscalização
dos serviços
Na implantação do plano de limpeza vai ser preciso fazer
muitos ajustes. Teoria e prática são coisas diferentes.
As modificações que estão sempre ocorrendo na cidade
obrigarão a se atualizar constantemente todos os planos.
É imprescindível uma boa fiscalização, não
apenas dos serviços executados, mas também de bares, lanchonetes,
etc. Caso contrário, resíduos destes locais serão
varridos para as calçadas e ruas e largados lá. Infrações
do gênero têm que ser previstas nos códigos de posturas
ou regulamentos de limpeza e devem ser punidas.
Em determinadas situações particulares (Natal, Ano Novo
e Carnaval, por exemplo) será necessário reforçar
a mão-de-obra nas áreas mais críticas. Isto pode
ser feito deslocando-se equipes de outros setores, que terão
suas freqüências de serviço diminuídas.
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