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7. Organização e administração do serviço
de limpeza urbana
Organização
O sistema de limpeza urbana deve estar organizado de acordo com as peculiaridades
da cidade ou região, apoiando-se em dados estatísticos,
cadastros, plantas e outros instrumentos de controle que permitam sua
atualização.
A organização do serviço é uma tarefa cujo
desenvolvimento se fará basicamente em função do
tamanho de cada cidade, ou seja, pelo número de habitantes se
verificará o montante de serviços a executar, o que por
sua vez indicará a estrutura organizacional a ser estabelecida.
Por ser uma atividade eminentemente técnica, a limpeza urbana
deverá estar subordinada preferencialmente a Secretaria de Serviços
Públicos ou de Obras.
O serviço deverá contar com o apoio, se possível,
de um engenheiro, já que no dia-a-dia da limpeza urbana e comum
a necessidade de aplicação de conhecimentos de mecânica,
terraplenagem e outras técnicas.
Como nem todas as Prefeituras poderão atender a essa imposição
técnica, em termos gerais pode ser estabelecida a seguinte orientação
para cidades de menor porte:
para cidades com menos
de 10 mil habitantes, a limpeza urbana pode ficar sob a direção
de um encarregado de seção (que pode ter outros encargos),
com um minimo de treinamento e acesso
a informações,
que devera atuar como supervisor e "fiscal " rigoroso para
o bom andamento dos serviços;
para cidades com população
na faixa de 10 mil a 40 mil habitantes, o ideal é que o encarregado
do serviço seja pelo menos um técnico de nível
médio, que deverá ser especialmente treinado através
de cursos, estágios, etc.;
para cidades entre 40
mil e 100 mil habitantes, o responsável pelo serviço terá
problemas mais complexos a resolver dentro de sua rotina diária
de trabalho, exigindo-se, neste caso, que o serviço seja chefiado
por um técnico especializado em limpeza urbana, que poderá
ser de nível médio, desde que esteja subordinado a um
departamento de obras ou serviços públicos que conte com
apoio técnico de um profissional de engenharia.

Quanto maior for a cidade, maiores serão os problemas
para o serviço de limpeza urbana e, portanto, mais ampla deverá
ser a sua estrutura organizacional.
Nesse caso, a descentralização de atribuições
torna-se imprescindível.
A limpeza urbana devera ter uma estrutura para cidades de maior porte
com, pelo menos, os seguintes setores específicos:
Setor
de administração: responsável pelas tarefes relativas
a expediente, protocolo, arquivo, comunicação, controle
de material, pessoal, além de auxiliar na preparação
e divulgação de regulamentações e posturas,
bem como promover campanhas de educação sanitária
junto à população.
Setor técnico: encarregado de efetuar estudos, projetos e pesquisas
no campo da limpeza urbana.
Setor de coleta e limpeza: responsável direto pela execução
e fiscalização destes serviços, pela implantação
de metodologias desenvolvidas pelo setor técnico e pela utilização
de pessoal e material, em face dos serviços rotineiros ou ocasionais.
Setor de transporte: tem como atribuição a distribuição,
operação e manutenção da frota de veículos
e equipamentos, constituindo-se, portanto, no suporte de todas as atividades
operacionais do sistema de limpeza urbana.
Setor de destinação do lixo: sua atribuição
e dispor de forma sanitária e econômica os resíduos
coletados.
Outras formas de organizar um serviço de limpeza pública
serão determinadas em função das características
e recursos humanos e financeiros de cada cidade.
De qualquer forma, organizados em grandes ou pequenas estruturas, diferenciados
ou agrupados, todos os setores anteriormente descritos deverão
existir, ainda que pensados e planejados por um único homem,
pois são eles que formam o conjunto da organização
de um sistema de limpeza urbana.
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