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6. Tratamento e disposição final do lixo
Há várias maneiras erradas de disposição
final do lixo sendo praticadas pelas cidades brasileiras:

Elas refletem o desconhecimento dos aspectos sanitários
e ambientais envolvidos, o despreparo técnico e a falta de recursos
econômicos da maioria dos Municípios para enfrentar o problema.
O que se faz, nestes casos, é "dar sumiço" logo
no lixo, se possível, escondendo-o da vista da população.
Formas de tratamento e disposição final de lixo urbano
A destinação ou disposição final, como o
próprio nome sugere, é a última fase de um sistema
de limpeza urbana. Geralmente esta operação é efetuada
imediatamente após a coleta. Em alguns casos, entretanto, antes
de ser disposto o lixo é processado, isto é, sofre algum
tipo de beneficiamento, visando melhores resultados econômicos,
sanitários e/ou ambientais.
Quando o processamento tem por objetivo fundamental a diminuição
dos inconvenientes sanitários ao homem e ao meio ambiente, diz-se
então que o lixo foi submetido a um tratamento.
Várias são as formas de processamento e disposição
final aplicáveis ao lixo urbano. Na maioria das vezes, ocorrem
associadas. As mais conhecidas são:
Compactação:
Trata-se de um processamento que reduz o volume inicial de lixo de 1/3
a 1/5, favorecendo o seu posterior transporte e disposição
final. Isto pode se dar nas estações de transferencia,
conforme já comentado.
Trituração: Consiste na redução
da granulometria dos resíduos através de emprego de moinhos
trituradores, objetivando diminuir o seu volume e favorecer o seu tratamento
e/ou disposição final.
Incineração: Este processo visa a queima
controlada do lixo em fornos projetados para transformar totalmente
os resíduos em material inerte, propiciando também uma
redução de volume e de peso. Do ponto de vista sanitário
é excelente. A desvantagem fica por conta dos altos custos de
instalação e operação, além dos riscos
de poluição atmosférica, quando o equipamento não
for adequadamente projetado e/ou operado.
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Aterro (sanitário e controlado)
A rigor, é o único método de disposição
final propriamente dito. Consiste basicamente em:
a) compactação dos resíduos em camadas sobre o
solo, empregando-se, por exemplo, um trator de esteira;
b) o seu recobrimento com uma camada de terra ou outro material inerte;
c) adoção de procedimentos para proteção
do meio ambiente .

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Compostagem
Trata-se
de método para decomposição do material orgânico
existente no lixo, sob condições adequadas, de forma a
se obter um composto orgânico para utilização na
agricultura.
Apesar de ser considerado um método de tratamento, a compostagem
também pode ser entendida como um processo de destinação
do material orgânico presente no lixo. Isto porque possibilita
enorme redução da quantidade de material a ser disposto
no aterro sanitário (somente o que for rejeitado no processamento).
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Reciclagem
A reciclagem dos materiais recuperáveis no lixo urbano tem cada
vez maior aceitação no mundo. As vantagens econômicas,
sociais, sanitárias e ambientais sobre os outros métodos
são evidentes.

Este processo constitui importante forma de recuperação
energética, especialmente quando associado a um sistema de compostagem.
Apenas alguns componentes do lixo urbano não podem ser reaproveitados.
É o caso de louças, pedras e restos de aparelhos sanitários,
que até o momento, pelo menos, não tem nenhum aproveitamento
econômico. Outros são considerados resíduos perigosos,
como restos de tinta e pilhas, por exemplo, e devem ser separados para
evitar a contaminação do composto. Dependendo das características
regionais, a reciclagem pode representar um fator importante de redução
de custos dentro do sistema de limpeza urbana.
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Escolha do sistema adequado
A decisão sobre o sistema de disposição do lixo
a ser adotado para uma certa cidade ou região deverá ser
precedida de uma avaliação criteriosa das alternativas
disponíveis.
A escolha dependerá do contexto em que se situe o poder de decisão.
Trocando em miúdos: se for considerada apenas como o problema
de um setor com orçamento limitado, está claro que a Administração
buscará a solução mais econômica. Esta, quase
sempre, será o aterro controlado ou sanitário, desde que
exista área adequada e disponível. Se o problema for submetido
à ótica mais ampla, deverão ser considerados, ao
lado dos custos financeiros, benefícios tais como: preservação
do meio ambiente; melhoria das condições sanitárias
e dos aspectos sociais envolvidos; economia de divisas com a recuperação
de materiais (muitos dos quais fabricados com matéria-prima Importada);
desenvolvimento da agricultura através do recondicionamento de
solos, com aplicação de composto orgânico; geração
de energia através de componentes combustíveis encontrados
no lixo.
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