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6.3. Delineamento do projeto e discussão com a comunidade


Antes de iniciar o projeto executivo é precise lançar as idéias básicas, a concepção geral do aterro.

Após esta fase é fundamental que se informe à comunidade sobre o que é um aterro sanitário, as medidas de proteção e controle de poluição que serão tomadas e os benefícios a serem alcançados com a recuperação da área e destinação sanitariamente adequada do lixo. Assim, serão evitados problemas futuros, nas fases de implantação e operação do aterro sanitário.

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Instalações de apoio

Geralmente as instalações auxiliares compreendem:

portaria;

cercas;

balança rodoviária;

sede administrativa, vestiário, sanitário e refeitório;

setor de oficina de manutenção, borracharia e abrigo para os equipamentos;

instalação de serviços básicos (água, luz, esgotos, telefones e vias de acesso).

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Obras de drenagem

Água e aterro de lixo são duas coisas que não combinam. Um sistema de drenagem apropriado garante a proteção do meio ambiente e a saúde dos moradores. Para tanto devem ser drenadas tanto as águas limpas superficiais (desvio de cursos de água e águas de chuva), como as águas poluídas (chorume).

A drenagem do chorume pode ser feita utilizando-se:

tubos de PVC, concreto ou barro perfurados;

drenos cegos de brita n° 1 e n° 2.

Entre as formas de distribuição dos drenos no terreno, a mais utilizada é a espinha de peixe. Para facilitar o escoamento, os drenos devam apresentar uma inclinação de 2%.

Para evitar o bloqueio parcial ou total dos drenos pelas substâncias sólidas presentes no líquido percolado (chorume) costuma-se proteger os drenos com uma fina camada de capim.

Uma vez captado, o chorume deverá passar por algum dos seguintes processos

filtros biológicos;

lagoas de estabilização;

valos de oxidação;

recirculação;

tanques de aeração.

Na maioria dos casos é suficiente, para o controle da poluição, a drenagem superficial, a boa impermeabilização da base e a cobertura diária do lixo vazado. Com estas providências, o chorume produzido fica contido na massa do lixo, evitando a contaminação dos corpos d’água.

É daí que vem a diferenciação básica entre os aterros sanitários e os controlados. Requisito para o primeiro, o sistema de captação e tratamento de chorume é dispensável no segundo pressupõe um terreno com características naturais favoráveis (solo pouco permeável e lençol freático profundo, em especial)

Por exigir menores recursos para implantação e operação, o aterro controlado apresenta-se como a opção mais acessível à maioria das cidades brasileiras.

Drenagem de gases

Entre os produtos da decomposição vai aparecer o gás de aterro, constituído por cerca de 60% de metano (CH). Este gás poderá ocasionar explosões, caso sua concentração na atmosfera seja superior a 5%. Torna-se, portanto, necessária a sua drenagem.

As três formas mais usuais de se construir drenos verticais, que deverão estar instalados em diversos pontos do aterro, são:

utilizando-se um tubo guia dentro do qual são colocadas pedras britadas n°s 3 e 4 (ou pedras de mão de até 10 cm), com o tubo sendo elevado à medida que se aumente a cota do aterro;

utilizando-se tubos perfurados de concreto com diâmetro de 0,5 ou 1 metro , que vão sendo sobrepostos conforme a elevação da cota do aterro;

utilizando-se uma fôrma feita de tela, onde se colocam pedras de mão, que vai subindo à medida que o aterro sobe.

O metano é um gás combustível que pode ser utilizado em cozinhas, fábricas e até para movimentar veículos. Nos primeiros casos sua recuperação é simples, bastando instalar uma rede de captação e distribuição a partir dos poços de drenagem. Para a utilização em veículos, há necessidade de um pré-tratamento e compressão do gás, e que exige altos investimentos. Para evitar interferência os tubos deverão ser colocados, no mínimo, a uma distancia de 50 m de um para o outro.

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