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6.2. Escolha do local para o aterro sanitário
Para analisar cada um dos terrenos disponíveis e preciso considerar
os seguintes aspectos:
Propriedade - Se a área é do Governo, não
há necessidade de desapropriá-la ou negociar sua aquisição,
arrendamento, etc.
Em certas situações, a utilização de uma
área particular pode representar uma opção interessante,
como nos casos em que o órgão da limpeza urbana e o proprietário
fazem um contrato para aterramento da área mediante a cessão,
ao termino do contrato, de parte do terreno recuperado.
Tamanho da área - O sítio selecionado para
a instalação do aterro deverá ser suficiente para
utilização por um período de tempo que justifique
os investimentos, sendo usual admitir-se um mínimo de cinco anos.
Algumas vezes, porém, justifica-se a utilização
de áreas com menores capacidades.
Localização - Quanto a este fator, a melhor
área e aquela que:
está próxima
da zona de coleta (no máximo 30 km para ida e volta);
apresenta vias de acesso
em boas condições de tráfego para os caminhões,
inclusive em épocas de chuvas, com o minimo de aclives, pontes
estreitas e outros inconvenientes;
está afastada de
aeroportos ou de corredores de aproximação de aeronaves,
já que o lixo atrai urubus, por exemplo, que podem provocar acidentes
aéreos;
está afastada no
mínimo 2 km de zonas residenciais adensadas para evitar incômodos
ao bem-estar e a saúde dos moradores;
é servida por redes
de telefones, energia elétrica, água, transportes e outros
serviços, o que facilitara enormemente as operações
de aterro;
está afastada de
cursos de água, nascentes e poços artesianos, em virtude
da possibilidade de contaminação das águas;
apresenta jazidas acessíveis
de material para cobertura do lixo, par a revestimento de pistas de
acesso e impermeabilização do solo;
apresenta posicionamento
adequado em relação a ventos dominantes.

Características topográficas
- Devem ser escolhidas áreas que facilitem o aterro e que naturalmente
favoreçam a proteção a vida e ao meio ambiente.
São geralmente recomendadas áreas tais como:
terrenos localizados em
depressões naturais secas;
minas abandonadas;
jazidas de argila ou saibro
já exploradas.
Tipo de solo - A composição do lixo urbano
é bastante variada, podendo conter substâncias perigosas
ao homem e ao ambiente.
A tendência natural é que tais substâncias e os produtos
da própria decomposição do lixo comecem a penetrar
no solo, levadas pela água presente no lixo e pela água
das chuvas. A este tipo de fenômeno se dá o nome de lixiviação.
Dela resulta o chorume, um líquido de cor escura, odor
desagradável e elevado poder de poluição.
O solo de baixa permeabilidade é portanto o ideal para o aterro,
pois funciona como se fosse um filtro. Vai retendo as substâncias
à medida que o chorume se movimenta através dele, reduzindo
o seu poder contaminante.
Águas
subterrâneas - É importante que se conheça
o perfil hidrogeológico, ou seja, as características do
lençol freático da área . Quanto mais profundo
o nível da água subterrânea, menores serão
as possibilidades de contaminação e também menores
as medidas de proteção e controle exigidas . Considera-se,
geralmente, que a cota inferior do aterro deve estar distante no mínimo
cerca de 3 metros do lençol freático.
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Levantamentos preliminares
Escolhido o local para o aterro sanitário, começam as
preocupações com o projeto executivo. Para início
de conversa, serão necessárias algumas informações
que orientarão todo o trabalho, tais como:
1)Levantamento topográfico - devem ser indicados todos
os detalhes importantes (cursos de água, caminhos, construções,
etc.).
2)Levantamentos geotécnicos - serão executados
para definir o tipo de solo, determinar o nível do lençol
freático e a capacidade de suporte do terreno.
3)Levantamento da quantidade dos resíduos destinados ao aterro
- servirá para calcular a vida útil do aterro. O peso
específico do lixo compactado (varia de 500 a 700 kg/m3) será
um elemento fundamental a ser considerado nestes cálculos.
4)Levantamento dos tipos de resíduos - orientará
as medidas de proteção e controle que se fizerem necessárias.
5)Levantamento de dados complementares - eis alguns levantamentos
importantes:
identificar os planos
de ocupação do solo e projetos urbanísticos previstos
para a região;
definir o uso futuro da
área a ser aterrada;
reunir dados a respeito
das condições climáticas da região, uma
vez que estas influirão na operação do aterro (freqüência
e intensidade de chuvas e ventos, por exemplo).

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