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6.5. Vias Internas



Os acessos internos tem de ser bem previstos nesta fase para facilitar a movimentação de resíduos no aterro. Eles podem ser construídos com vários materiais: saibro, rocha em decomposição, material de demolição, produtos de pedreira.

A espessura recomendada para as vias internas do aterro é de 30 a 50 cm, compactadas em camadas de 10 cm.

Um bom aterro é o que se mantém em boas condições de operação e tráfego até mesmo em dias chuvosos.

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Equipamentos utilizados

Os equipamentos normalmente empregados nas operações em um aterro sanitário são:

trator de esteiras - provido de lamina para espalhamento, compactação e recobrimento do lixo;

caminhão basculante - para transporte de material de cobertura e para acessos internos;

pá mecânica - para carregamento dos caminhões;

retroescavadeira - para abertura de valas maiores;

carro-pipa - para abastecimento d'agua, para redução da poeira nas vias internas e umidecimento dos resíduos mais leves (papéis, plásticos, etc.) evitando seu espalhamento.

A falta de recursos financeiros, a dificuldade de mão-de-obra especializada para manutenção e a inexistência de um sistema de pronta reposição de peças sobressalentes são fatores que não podem deixar de ser considerados na seleção dos equipamentos. O método de operação do aterro será o principal fator determinante.

Há Municípios pequenos que não dispõem de equipamentos específicos para operação no aterro. Uma solução pode ser a utilização periódica de máquinas pertencentes a outro setor da Prefeitura, como, por exemplo, as usadas para conservação das estradas.

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Operação manual de um aterro sanitário

Operar o aterro através de ferramentas manuais de fácil aquisição pode ser uma boa opção na redução dos custos para Municípios de pequeno porte. A escolha do terreno é o fator fundamental para o sucesso deste tipo de operação. O ideal é usar uma pequena depressão natural (seca) para vazamento dos resíduos.

Com o auxílio de enxadas, ancinhos, gadanhos e/ou forcados pode-se ir espalhando o lixo e nivelando as superfícies superior e lateral em taludes de 1:1. O recobrimento do lixo deve ser efetuado diariamente, ao término da jornada de trabalho.

A compactação do lixo pode ser efetuada por apiloamento. A operação é viável apenas para volumes diários de lixo não superiores a 40 m3 - aproximadamente 10 t/dia.

Outra forma de operação manual seria a utilização de uma trincheira, escavada previamente por meio de equipamento mecânico (trator, por exemplo) pertencente a outro órgão da Prefeitura. O material proveniente da escavação será depositado em local próximo para depois servir como cobertura. O espalhamento e o nivelamento dos resíduos deverão ser efetuados manualmente, conforme o caso anterior.

A compactação pode ser feita pelo próprio tráfego dos veículos coletores sobre a área aterrada.

Para operar um aterro manualmente, é fundamental que os trabalhadores encarregados de espalhar e recobrir o lixo portem, além de ferramentas adequadas, vestimentas e luvas que Ihes dêem proteção e segurança. As capas plásticas são necessárias para dias chuvosos.

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