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Assunto: Os viles do desperdcio
País: Canada
Fonte: www.ambientebrasil.com.br
Data: 7/2005
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Elaine Rebesco - Jornalista



O transporte de frutas e hortalias uma das principais etapas do processo que vai da produo ao consumo desses alimentos. A falta de uma estratgia de logstica adequada, aliada s ms condies das estradas, faz com que 20% da safra colhida sejam desperdiados no caminho entre a lavoura e o consumidor final, ou seja, de cada 10 frutas transportadas, 2 no podem ser consumidas.

Alm do desperdcio, os produtos encarecem significativamente at chegarem mesa do consumidor. Os meios de transporte precrios, a utilizao de veculos sem manuteno peridica e o uso de embalagens inadequadas contribuem para a proliferao de fungos e bactrias que aceleram a deteriorao dos hortifrutis e diminuem sua vida de prateleira. No trajeto entre o produtor e as feiras livres os alimentos tm um aumento de 32% nos preos para o pblico final.
Sem as perdas no transporte, uma caixa de banana poderia custar cerca de 10% menos nas CEASAS.

Os alimentos frescos so produtos vivos que apresentam metabolismo intenso, ou seja, sua estrutura fsica e qumica se modifica mesmo na ps-colheita. As mudanas de temperatura e umidade sofridas pelas hortifrutis at o ponto de chegada no varejo so responsveis pela perda de grande parte da produo agrcola brasileira. A adequao da embalagem, neste caso, acaba se tornando o principal instrumento de proteo contra esses fatores externos.

O uso de caixas de madeira, por exemplo, no segue o que estabelecido pela nova Lei - a Instruo Normativa N9, de 12/05/03 - que estabelece que as embalagens devam ser descartveis ou retornveis; se retornveis, devem ser higienizadas a cada uso.

As embalagens, se descartveis, devem ser reciclveis ou de incinerabilidade limpa. Devem, ainda, ter medidas paletizveis e serem rotuladas, obedecendo regulamentao do Governo Federal.

A Central de Embalagens (CE) j desenvolve um projeto na Companhia de Entrepostos e Armazns Gerais de So Paulo (CEAGESP) que visa garantir a higienizao de embalagens plsticas conforme pede a Lei. Este programa, sob a coordenao do Centro de Qualidade em Horticultura do entreposto, limpa e repara as caixas plsticas para que elas possam ser reutilizadas. A Central aluga essas embalagens pelo contrato mnimo de 24 meses. Como elas so reutilizveis, o custo de sua locao amortizado facilmente ao longo de sua vida til. "Em comparao com outros tipos, essas caixas, confeccionadas em polietileno, oferecem maior durabilidade e resistncia mecnica, so totalmente reciclveis e ergonomtricas, no apresentam arestas que podem machucar o produto, alm de no absorverem gua, dificultando a proliferao de microorganismos", diz Luis Anselmo Ribeiro, coordenador do pavilho de higienizao da CE instalado na Companhia. "Hoje, a CE higieniza, em mdia, 50 mil caixas por ms somente na CEAGESP", completa.

A CE utiliza esse tipo de higienizao somente em caixas de plstico de polietileno. Segundo Ribeiro, se as embalagens de papelo forem higienizadas elas molham e ficam danificadas e as madeira levam at trs dias para secar, por isso, no so recomendveis para esse processo. "Alm disso, por ficarem midas, acabam sendo hospedeiras de fungos e bactrias", acrescenta.

Para Henrique Lewi, diretor comercial da Politeno, empresa petroqumica que produz resinas termoplsticas (polietilenos) muito utilizadas na produo de embalagens flexveis e rgidas, entre outras aplicaes, com a nova legislao, as embalagens de madeira sero substitudas pelas plsticas. "At se adequarem s novas exigncias da Lei, as embalagens ainda no precisaro ser mudadas, mas as de madeira obrigatoriamente no podero ser mais retornveis, o que certamente provocar um avano das caixas plsticas por ser este um material barato, resistente, possvel de higienizao e paletizvel".

Segundo Anita Gutierrez, Coordenadora do Centro de<