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Curiosidades


Assunto: Reciclagem de frascos plsticos de postos de gasolina
País: Brasil
Fonte: www.ambientebrasil.com.br
Data: 7/2005
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Adilson Santiago Pires
Engenheiro Qumico e professor do Curso de Reciclagem de Plsticos do NIEAD/CCMN/UFRJ (www.niead.ufrj.br)

O aumento do preo das resinas plsticas, pressionado pelas constantes flutuaes do preo do petrleo no mercado internacional, tem estimulado os transformadores de plsticos procura de resinas plsticas de menor custo e de boa qualidade. Normalmente o preo do plstico reciclado 40% mais baixo do que o da resina virgem. Portanto a substituio da resina virgem pela reciclada, trs benefcios de reduo de custo e aumento de competividade.O aumento da oferta de resinas plsticas recicladas, esbarra na escassez de sucata plstica disponvel para consumo.A aprovao de leis ambientais, responsabilizado as empresas geradoras pela coleta e destinao dos seus resduos, resultar num impacto positivo, na oferta de matria prima para a atividade de reciclagem de plsticos.

Nos estados do RJ e RS as leis estaduais nos. 3369 e 9921 respectivamente, j regulamentadas,responsabilizam as empresas distribuidoras de leo lubrificante e aditivos automotivos, pela coleta e destinao ambientalmente adequada das embalagens ps-consumo.

Dados divulgados pela PLASTIVIDA, indicam que somente 17,5% do plstico produzido no pas reciclado. Os "gargalos" para o crescimento da indstria de reciclagem,residem na coleta do plstico ps consumo e no desenvolvimento de novos processos de reciclagem ,capazes de processar sucatas plsticas inadequadas para os processos existentes.

Os locais de troca de leo (postos de gasolina,centros de troca,concessionrias de veculos,etc.), descartam diariamente para o meio ambiente frascos plsticos de Polietileno de Alta Densidade (PEAD),ps consumo, contaminados com leo lubrificante e aditivos, utilizados na manuteno dos veculos automotores.

O leo residual, contido nestes frascos,aumenta o ndice de fluidez do plstico, dificultando o processo de reciclagem, e prejudicando a qualidade dos artefatos reciclados produzidos, devido deformidade e presena de odor de leo. Para evitar estes problemas, necessrio desenvolver tecnologia para a remoo do leo, e para o tratamento dos efluentes gerados no processo de reciclagem.

A ausncia de um processo de descontaminao, at h pouco tempo, e a falta de conscincia ambiental,faz com que alguns recicladores processem os frascos contaminados com leo, misturados aos frascos no contaminados. A parcela no coletada (a mais volumosa) enviada para as reas de destinao de lixo, juntamente com o lixo urbano, reduzindo a vida til daquelas reas , pois o tempo de biodegradao do PEAD superior a 100 anos.

A disponibilidade de reas adequadas, para implantao de projetos de destinao de lixo (aterros e lixes), tornou-se um problema crtico, devido expanso urbana e s exigncias da legislao ambiental.

Alm da perda do PEAD, o descarte destas embalagens no meio ambiente tambm preocupante, pelo potencial de contaminao dos recursos hdricos,causado pelo leo contido nestas embalagens.O leo despejado nas guas consome oxignio no processo de biodegradao, e dificulta passagem de luz,comprometendo desta forma a sobrevivncia das espcies aquticas.

Testes de extrao de leo lubrificante por hexano, realizados em frascos de um litro, ps-consumo, revelaram a presena de 1% (em massa) de leo residual (valor mdio) por frasco. Baseado no volume de leo lubrificante comercializado no pas em 2003 (868.353m),divulgado pelo SINDICOM, estima-se que naquele ano foram consumidas 29.177 ton. de PEAD na fabricao de embalagens para leo lubrificante.(Devido falta de informaes,no foi considerado o PEAD consumido na fabricao das embalagens de aditivos automotivos).

A reciclagem destas embalagens atravs de um processo ambientalmente limpo, resultaria nos seguintes ganhos: evitar que cerca de 292 ton de leo e 26.000ton de PEAD (p