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Assunto: Lixo ou rejeitos reaproveitveis?
País: Canada
Fonte: www.ambientebrasil.com.br
Data: 7/2005
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Antonio Carlos Teixeira - Jornalista, editor da revista Cadernos de Seguro, ps-graduando em Cincias Ambientais pela UFRJ



Fomos acostumados a associar esta palavra sujeira, imundice, restos. Derivada do latim lix (cinza), o lixo tecnicamente conhecido como "Resduo Slido Urbano" (RSU). Se at o comeo da Revoluo Industrial o lixo era composto basicamente de restos e sobras de alimentos, a partir dessa era passou a ser identificado, tambm, por todo e qualquer material descartado e rejeitado pela sociedade.

O desenvolvimento para o conforto e o bem-estar humanos produzido a partir da Revoluo Industrial levou intensificao do material descartado, ocasionando um aumento da quantidade de resduos gerados e no utilizados pelo Homem, muitos deles provocando a contaminao do meio ambiente e trazendo riscos sade humana, basicamente nas reas urbanas.

Pior. O crescimento das reas urbanas no levou em considerao a necessidade de adequao de locais especficos para depsito e tratamento dos resduos slidos. No Brasil de hoje, por exemplo, estima-se que a produo anual de lixo esteja em torno de 44 milhes de toneladas, sendo que a maior parte dos resduos recolhidos nos centros urbanos simplesmente jogada sem qualquer cuidado em depsitos existentes nas periferias das cidades. De acordo com o IBGE, 74% dos municpios brasileiros depositam lixo hospitalar a cu aberto e apenas 57% separam os dejetos nos hospitais.

A misria socioeconmica brasileira faz com que o lixo acabe se transformando numa fonte de sustento para milhares de pessoas, adultos e crianas, homens e mulheres. Segundo a UNICEF, 45 mil crianas e adolescentes brasileiros vivem da garimpagem do lixo. So filhos de famlias muito pobres que ajudam os pais a catar embalagens plsticas, papis, latinhas de alumnio, a separar vidros e restos de comida. Os meninos e meninas de todas as idades ganham mseros R$ 1 a R$ 6 dirios, mas que ajudam a aumentar a renda de suas famlias.

Essa triste constatao torna-se ainda pior pelo fato de que, ainda segundo a UNICEF, em alguns "lixes", mais de 30% das crianas em idade escolar nunca pisaram nas salas de aula. Em Olinda (PE), sofrem preconceito e discriminao e so conhecidas como "crianas do lixo". As crianas de Olinda e de Campo Grande (MS) j chegaram a representar 50% da mo-de-obra nos "lixes". Na capital sul-mato-grossense, dados oficiais apontam que 33,3% dos trabalhadores do "lixo" local tm menos de 12 anos.

Uma das iniciativas louvveis - e que vai de encontro a essa vergonhosa situao - o Projeto "Amigos do Lixo", implantado na cidade de Guaratinguet (SP). Os voluntrios que criaram esse projeto se viram preocupados com as precrias condies de vida dos catadores de lixo e com a preservao do meio ambiente.

Antes estigmatizados como "catadores" que perambulavam pelas ruas da cidade e pelo lixo do municpio em busca de sustento em condies desumanas, essas pessoas so atualmente conhecidas como agentes ambientais. Foi preciso apenas capacit-los profissionalmente e conscientiz-los a respeito da preservao ambiental. Resultado: os agentes ambientais esto agora organizados, capacitados, identificados e uniformizados, trabalhando sob o sistema de cooperativa.

Das trs opes tecnolgicas bsicas para a disposio adequada de RSU (aterros sanitrios, reciclagem/compostagem e incinerao), destacamos a importncia das unidades de reciclagem e compostagem. So alternativas importantes todas as vezes que se verificarem a existncia de mercados para absoro de materiais reciclveis produzidos.

A falta de novas reas para a implantao de aterros sanitrios (ou "lixes", ou aterros controlados) um fator que tem contribudo para a implementao de sistemas de compostagem. Estudos apontam que as tcnicas utilizadas pela compostagem so capazes de reduzir metade a massa de lixo processad