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Assunto: LIXO RADIOATIVO AMEAA AO PLANETA
País: Brasil
Fonte: http://outraglobalizacao.blogspot.com/2006/10/lixo-radioativo-ameaa-ao-planeta.html
Data: 10/2007
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Monte Porzio Catone, Itlia, 09/10/2006 - O principal risco ambiental do planeta no so os alimentos contaminados nem as doenas que proliferam por causa da mudana climtica, mas os resduos de urnio de reatores e msseis, alertou o especialista norte-americano Asaf Durakovic, durante o frum ambiental encerrados sbado em Roma. As maiores potncias nucleares - Estados Unidos, China, Frana, Gr-Bretanha e Rssia - contam atualmente como o equivalente a cem milhes de bombas como a de Hiroshima, o suficiente para destruir sete vezes a Terra, afirmou Durakovic, diretor do Uranium Medical Research Center (UMRC - Centro de Pesquisa Mdica sobre o Urnio).

Durakovic falou durante o IV Frum Internacional para Jornalistas sobre a Proteo da Natureza, que aconteceu entre quarta-feira passada e sbado, organizado pela no-governamental Associao Cultural Greenaccord, em Monte Porzio Catone, uma localidade prxima de Roma. Desde a Guerra do Golfo contra o Iraque, em 1991, at agora, foram lanados projteis de urnio empobrecido com 3.601 toneladas de material radioaivo, informou. O UMRC, uma ONG fundada em 1997, com sede nos Estados Unidos e no Canad, questiona o uso da expresso "urnio empobrecido", muito utilizada pelos militares.

O urnio natural extrado da natureza enriquecido para ser usado como combustvel nuclear, em um processo que d origem, como subproduto, ao urnio empobrecido. Tanto este quanto o natural so compostos em mais de 99% do istopo U328 (um dos elementos que tm o mesmo nmero de prtons e diferente nmero de nutrons, neste caso do urnio). O material supostamente empobrecido s perde menos de 1% do urnio total nos istopos U234 e U235. Assim, o urnio empobrecido quase to concentrado quanto o natural e pode conter traos de plutnio (U236), afirma o UMRC.

Ex-coronel do exrcito dos Estados Unidos, onde trabalhou como mdico, Durakovic percebeu os riscos das novas armas atmicas quando comeou a atender soldados norte-americanos que regressavam do Iraque contaminados com a radiao emitida por projteis que tambm foram usados nos conflitos de secesso dos Balcs nos anos 90, na ofensiva norte-americana contra o Afeganisto desde 2001, e na segunda guerra contra o Iraque, iniciada em maro de 2003. Em 2000, Durakovic j era, h 12 anos, especialista em medicina nuclear do Departamento de Defesa. O governo o colocou para investigar a chamada sndrome da Guerra do Golfo. Mas diante de suas descobertas, recebeu ordens para suspender a pesquisa, sob pena de perder o emprego.

Durakovic continuou pesquisando por conta prpria e descobriu que os veteranos no s tinham o istopo U238 em seus organismos, mas tambm plutnio. Sabe-se agora que boa parte da munio com urnio empobrecido fabricada nos Estados Unidos contm esse outro elemento radioativo. Os msseis com istopos de urnio, que perfuram facilmente qualquer tanque de guerra, espalham uma nuvem radioativa na atmosfera. A contaminao ocorre principalmente quando estes resduos so inalados pelos soldados ou pelas comunidades atacadas. Atravs do sistema respiratrio, o urnio chega aos ossos e acaba comprometendo o sistema imunolgico, explicou o especialista.

A equipe do UMRC tambm analisou a contaminao radioativa no Afeganisto. "Encontrei U236 (plutnio) em todos meus pacientes. Este istopo no existe na natureza. Foi produzido pelo homem nestes 15 anos de guerra nuclear", disse o mdico. Nos ltimos 60 anos, houve um grande acmulo de lixo radioativo no planeta, que coloca em risco a vida terrestre, acrescentou. H meio milho de metros cbicos destes resduos de alto nvel gerados pela produo de armas nucleares e mais de 40 mil toneladas de combustvel usado nos reatores das centrais de gerao de energia, segundo Durakovic.

Todas as alternativas de armazenamento desses dejetos aplicadas at hoje so inseguras, acrescentou o especialista. Em 1957, houve uma exploso em uma usin