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Curiosidades


Assunto: Recorde de reciclagem ligado excluso social
País: Brasil
Fonte: http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=529
Data: 5/2008
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
O Brasil lder do ranking mundial de reciclagem. Esse fato decorrente principalmente da grande quantidade de catadores existentes no Pas. bastante comum em diversos estados ver crianas nas ruas catando latinhas de alumnio para vender. Elas acompanham os pais e ajudam na renda familiar


A coleta de latas usadas envolve aproximadamente 130 mil sucateiros no Brasil, vivendo hoje exclusivamente desta atividade com renda mdia de dois salrios mnimos - dados do Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem). Esses catadores so responsveis por 50% do suprimento de sucata de alumnio indstria. A outra parte recolhida por supermercados, escolas, empresas e entidades filantrpicas.

O alto valor do material no mercado de sucata contribui bastante para o aumento do nmero de pessoas trabalhando na coleta de latinhas. O grande consumo de bebidas enlatadas gera uma quantidade imensa de latas usadas. Pessoas, na maioria das vezes desempregadas, catam latinhas, vendendo-as posteriormente como meio de renda.

O estado do Paran o nico do Pas que possui de um estudo detalhado sobre as crianas catadoras. Relatrio da Procuradoria Regional do Trabalho de Curitiba, lanado este ano, aponta em primeiro lugar a cidade de Londrina, onde 145 crianas atuam irregularmente nas ruas, como carrinheiros. Em segundo lugar vem Campo Mouro, com 109 catadores infantis e, em terceiro Curitiba, com 108. Somados os nmeros de todo o Estado, o resultado alarmante: 3.370 meninos e meninas com menos de 14 anos esto nesta atividade em 177 municpios.

A Pesquisa Nacional de Saneamento Bsico, realizada pelo IBGE em 2000, mostrou 24.340 catadores de lixo em 1.548 municpios. Desses, 22,2% eram menores de 14 anos, ou seja, 5.393 crianas catavam sucata nos lixes. O item mais procurado so as latas de alumnio, por terem alto valor comercial.

J os dados do PNAD/2005 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domiclios) mostram uma diminuio no trabalho infantil urbano em relao a 2004. Neste ano foram 916.690 crianas com idade entre 5 a 14 anos envolvidas com trabalhos no agrcolas, o equivalente a 1,425% do total de crianas. Em 2005, o nmero de crianas entre 5 e 14 anos trabalhando em centros urbanos no Brasil foi de 1.037.521, correspondendo a 1,277% do total de crianas.

O resultado da Fiscalizao do Trabalho realizado em 2006 pelo Ministrio do Trabalho e Emprego descobriu 8.438 crianas de 0 a 16 anos, excluindo-se os aprendizes, trabalhando no setor formal ou informal da economia. Em 2005 esse nmero foi de 7.748. No h uma distino entre a natureza dos trabalhos realizados por essas crianas, os dados so gerais. Segundo Isa Maria de Oliveira, do Frum Nacional de Erradicao Infantil, esses nmeros so irrelevantes. As aes de fiscalizao no percorrem todos os municpios brasileiros para ter uma avaliao exata sobre o trabalho infantil formal e informal. Os dados so voltados mais para a retirada de crianas do trabalho, por isso, no so fieis a realidade.

De acordo com o Ministrio do Desenvolvimento Social, o trabalho infantil tem diminudo. Esse fato pode ser em decorrncia da criao, em 1996 do PETI - Programa de Erradicao do Trabalho Infantil. Resultado da mobilizao da sociedade, o principal objetivo do PETI retirar crianas e adolescentes de 7 a 15 anos de trabalhos perigosos, penosos, insalubres e degradantes. O Programa atende atualmente 1.100.000 crianas em diversos municpios do Pas. As famlias atendidas recebem uma bolsa de R$ 20,00. As crianas, no horrio oposto s aulas da escola, participam do Jornada Ampliada, onde aprendem a fazer arte, praticam esportes e recebem reforo escolar.

De acordo com dados do IPEC Programa Internacional para Erradicao do Trabalho Infantil os estados brasileiros onde h maior incidncia do trabalho informal urbano infantil, onde se incluem crianas catadoras de latinhas, so a Para