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Assunto: As vrias vidas de simples sacos de plstico
País: Brasil
Fonte: reciclaveis.com.br
Data: 2/2012
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.reciclaveis.com.br/noticias/00809/0080903vidas.htm
Curiosidade (texto):
A relao dos homens com o plstico nunca foi pacfica. Por um lado, o plstico sempre foi visto como um material de pouca qualidade: chama-se "comida de plstico" aos alimentos pouco saudveis; peles, fibras naturais e ouro so preferidos em vez de vulgares "imitaes de plstico". O plstico est por todo o lado, suja as ruas e insiste em no se degradar. Por outro lado, ser que seria possvel passarmos um nico dia sem usarmos plsticos? No final de contas, um material higinico, isolante e praticamente inquebrvel. O problema que usufrumos tanto destas qualidades que, a dada altura, se comeou a pensar se ainda haveria lugar para os homens num mundo to poludo pelos plsticos. Contudo, garrafas, sacos e embalagens danificadas podem ter uma segunda vida e ainda gerar beto, vasos, roupa e mobilirio, sem que seja necessrio prejudicar o ambiente. o que acontece quando depositamos resduos de plstico no ecoponto amarelo. Depois de recolhidas pelas autarquias, as embalagens so encaminhadas para estaes de triagem, onde o plstico separado de acordo com os seus diferentes tipos de densidade e encaminhados para as respectivas indstrias recicladoras. aqui que se d a reciclagem mecnica, em que os plsticos passam por um processo de triturao, lavagem, secagem e extorso. Os resduos de plsticos so assim convertidos em pequenos gros que podem ser utilizados na produo de outros produtos, como tubagem, sacos, fibras para peas de vesturio, outras embalagens, etc. No entanto, apesar de se produzirem cada vez mais produtos com plstico inteiramente reciclado, "a utilizao de matria-prima reciclada geralmente limitada a uma percentagem que varia com o produto" desejado, sendo "misturada com a matria-prima virgem", ou seja, plstico novo, explica Rui Toscano, presidente da Plastval, uma empresa criada com o objectivo de ajudar a atingir as metas de reciclagem estabelecidas pela legislao. Segundo este engenheiro, o uso de matria virgem fica a dever-se necessidade de "assegurar determinadas propriedades estruturais, nveis de qualidade, higiene e at mesmo de esttica". J a Associao Portuguesa de Indstria de Plsticos refere que, olhando para todo o ciclo de vida do plstico, "o saco de plstico a opo mais ecolgica" face aos sacos de papel. De acordo com os fabricantes, "a produo e utilizao de sacos de papel gera 70% mais poluio atmosfrica", para alm de os sacos de plstico serem reutilizveis e ocuparem pouco espao nos transportes de lixo e nos aterros. Por seu lado, Pedro Carteiro, do centro de informao de resduos da Quercus, relembra que o plstico " um material no biodegradvel e que vai permanecer no ambiente durante centenas de anos. Quando chega ao meio aqutico, causa graves impactos na fauna marinha, alm de a sua produo e queima contriburem para a emisso de gases de efeito de estufa". Outro perigo no menos alarmante, mas mais desconhecido, o facto de "alguns tipos de plsticos quando queimados gerarem poluentes orgnicos persistentes, entre os quais as dioxinas, molculas muito txicas com efeitos cancergenos", alerta Pedro Carteiro. Face a todas as vantagens econmicas, ambientais e de sade pblica inerentes reciclagem, tambm o presidente da Plastval salienta que: "A recolha de resduos de embalagens de plstico ainda insuficiente", devendo-se por isso "continuar a sensibilizar a populao" e a melhorar a "eficincia dos circuitos de recolha e triagem". At porque, a nvel mundial se consomem cerca de cem milhes de toneladas por ano. Fonte: Sara Gamito (Dirio de Notcias)