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Assunto: Desconhecimento sobre sacola oxidegradvel
País: Brasil
Fonte: http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=838
Data: 8/2009
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
As leis que obrigam o comrcio a substituir sacolinhas plsticas pelas supostamente biodegradveis contm um grave equvoco. No imaginrio popular, estas embalagens, quando descartadas, desapareceriam sem causar danos ambientais, o que no verdade. Por Francisco de Assis Esmeraldo Esses plsticos no so biodegradveis. Eles so meramente oxidegradveis ou fragmentveis. Recebem um aditivo que acelera seu processo de degradao. Contudo, no se biodegradam, porque no se decompem em at seis meses, como prescrevem as normas tcnicas nacionais e internacionais para que ocorra a biodegradao. Bebendo plstico - Os plsticos oxidegradveis, quando comeam a se degradar, se dividem em milhares de pedacinhos. No fim do processo no vo desaparecer, e sim virar um p que facilmente ir parar nos crregos, rios, represas, lagos e mares. Isso significa que nossa gerao poder beber involuntariamente plstico oxidegradvel misturado gua! E mais: os fragmentos podero ser ingeridos por animais silvestres, criaes nas fazendas, pssaros e peixes, com danos econmicos e ambientais, com conseqncias imprevisveis. Tal fato foi amplamente comprovado por universidades e centros de pesquisa como Centro de Tecnologia de Alimentos (Cetea), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Universidade de Joinville, em Santa Catarina, Universidades de Michigan e da Califrnia, nos Estados Unidos. Em Guarulhos, por exemplo, uma lei obriga o comrcio a adotar essas sacolas degradveis. Para aferir o impacto da medida no meio ambiente, o Ibope Inteligncia entrevistou uma mostra qualificada de 602 mulheres daquele municpio, responsveis pelas compras de seus domiclios. Conscincia - A pesquisa revela um elevado grau de conscincia sobre a necessidade de preservao ambiental. Cem por cento das entrevistadas reutilizam as sacolas plsticas para acondicionar o lixo domstico: 73% utilizam as sacolinhas de supermercado e 26% adquirem os sacos plsticos comercializados para essa finalidade. As entrevistadas reutilizam, em mdia, trs sacolas plsticas por dia. E 69% delas as consideram como sendo as embalagens ideais para carregar as compras do supermercado para casa. Entretanto, a grande maioria das entrevistadas revela alto grau de desconhecimento em relao ao significado da palavra ‘biodegradvel‘. Apesar das campanhas de informao da prefeitura, 65% respondem no saber o que significa e 5% relatam sentidos equivocados (‘que emite gases txicos‘, ‘que demora para se decompor‘). O desconhecimento ainda maior quando indagadas sobre a principal diferena entre um produto biodegradvel e um degradvel: 84% respondem que no sabiam e 2% fornecem respostas incorretas (‘degradvel no agride o meio ambiente e o degradvel agride‘, ‘degradvel se decompe mais rpido e o biodegradvel demora‘). Confrontadas com o conceito correto de biodegradvel ‘todo material que em contato com o meio ambiente se decompe em at seis meses‘, 81% admitem que no o conhecem. O risco de dano ambiental por desconhecimento aumenta ainda mais quando 60% delas afirmam acreditar que o uso de sacola biodegradvel contribuir para o aumento de lixo na cidade, o que revela uma estranha associao entre biodegradabilidade e resduos. Das entrevistadas, 64% acreditam que essas embalagens no podem acondicionar produtos congelados, gelados e midos, nem frutas (60%) ou legumes (56%), quando, na verdade, a embalagem plstica a melhor para carregar e conservar todos esses produtos. Informao - Curiosamente, 82% respondem que a sacola biodegradvel deve ser depositada somente em coleta seletiva de lixo e apenas 12% disseram que ela desaparece aps ser descartada na natureza. Na verdade, o procedimento correto o de que as sacolas biodegradveis devem ser direcionadas compostagem, e esta ainda inexistente no Brasil. Diante do evidente risco de dano ambiental que a utilizao das sacolas degradveis traz, o que o municpio de Guarulhos deve fazer mudar a legislao e estimular a populao a praticar os 3 R‘s: reduzir o nmero de sacolas para transportar compras, reutiliz-las dando-lhes uma infinidade de novos usos e recicl-las depois de sua vida til. O poder pblico pode ajudar, implementando a coleta seletiva municipal dos resduos urbanos e estimulando as pessoas a separar o lixo orgnico do reciclvel dentro de suas casas. Todas as prefeituras tambm poderiam parar de jogar milhes de reais no lixo se, em vez de fazer aterros sanitrios, construssem usinas de reciclagem energtica para gerar energia trmica (para as indstrias) e eletricidade (para residncias) com tecnologia limpa. As sacolinhas plsticas que embalam o lixo servem de combustvel no processamento, economizando leo diesel ou outros derivados do petrleo. Isso possvel devido ao elevado contedo energtico dos plsticos: 1 quilo de plstico produz a mesma energia de 1 litro de leo diesel. Em sntese: plstico energia, portanto, no desperdice! Francisco de Assis Esmeraldo, 67 anos, engenheiro qumico, presidente da Plastivida Instituto Scio-Ambiental dos Plsticos e membro dos conselhos ambientais da Federao das Indstrias do Estado de So Paulo, da Federao das Indstrias do Estado do Rio de Janeiro e da Federao das Indstrias do Estado do Rio Grande do Sul.