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Curiosidades


Assunto: Poltica Nacional de Resduos e o papel do consumidor
País: Brasil
Fonte: http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=1068
Data: 7/2010
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Aps quase 20 anos de tramitao no Congresso, o Senado aprovou, na semana passada, a Poltica Nacional de Resduos Slidos (PNRS). Trata-se do esperado marco regulatrio para a gesto do lixo no Pas, o que certamente nos far avanar dos atuais lixes e aterros para novas tecnologias de tratamento dos resduos, com a incrementao da coleta seletiva nas cidades, incinerao do lixo para gerao de energia eltrica, entre outras. Mas a grande novidade que a PNRS traz a responsabilidade compartilhada entre poder pblico, empresas e tambm consumidores na questo do lixo. Especialmente resduos de difcil destinao, como pneus, pilhas e baterias e eletroeletrnicos. Sancionada, a lei partir do princpio de que todos tem responsabilidades, e a regulamentao do texto mostrar qual a parte que cabe a cada um de ns. Vejamos o caso dos eletroeletrnicos. O Brasil vive um boom do consumo de eletroeletrnicos: nunca se vendeu tantos computadores, celulares, geladeiras. E o que fazer com os equipamentos que chegaram ao fim de sua vida til? A maioria de ns simplesmente no sabe, e a PNRS prev que as empresas estabeleam sistemas de logstica reversa, que o recolhimento e a destinao adequada desses equipamentos. Nesse ponto, a lei avanada e tem muitos pontos em comum com as diretivas europeias para a questo, onde as empresas possuem responsabilidade pela destinao correta dos resduos. No vai ter como continuar comercializando eletroeletrnicos nesse nvel de crescimento econmico sem pensar em capturar, via logstica reversa, os equipamentos ps-consumo, diz Andr Luiz Saraiva, diretor da Abinee, entidade que rene os fabricantes de equipamentos eletrnicos e componentes. Mas para que isso funcione na prtica, segundo Saraiva, ser preciso mais do que a lei: ser preciso envolver o consumidor. O brasileiro tem comportamentos muito especficos no que tange ao consumo de eletroeletrnicos, diz. Um desses comportamentos especficos diz respeito vida til do equipamento. Segundo a Abinee, o brasileiro faz um equipamento previsto para durar 4 anos ser utilizado por at 12 anos. E aps esse perodo, comum que o equipamento a televiso, o celular, o computador seja doado para algum. Essa extenso da vida til de um produto nem sempre positiva do ponto de vista ambiental, pois o produto antigo consome mais energia e muitas vezes seus componentes esto sem condies de serem reutilizados, de to antigos. A soluo, diz Saraiva, ser capacitar o consumidor. Teremos que ter educao ambiental para o consumo. Seno, a poltica morre na praia, afirma. fonte: Estado