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Curiosidades


Assunto: Toneladas de lixo espacial que orbitam em torno da Terra representam perigo
País: Brasil
Fonte: http://www.tnsustentavel.com.br/noticia/1640/toneladas-de-lixo-espacial-que-orbitam-em-torno-da-terra-representam-perigo-
Data: 2/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.tnsustentavel.com.br/noticia/1640/toneladas-de-lixo-espacial-que-orbitam-em-torno-da-terra-representam-perigo-
Curiosidade (texto):
Data: 14/04/2009 12:19 Por Maricel Drazer, Terramrica Toneladas de lixo espacial giram em volta da Terra e representam perigo para satlites em atividade, misses tripuladas e caminhadas dos astronautas no espao. Calcula-se cerca de seis mil toneladas de lixo espacial, incluindo 13 mil objetos de tamanho superior a dez centmetros, quase todos enviados por Estados Unidos, China, Frana, ex-repblicas soviticas, Japo e ndia. A Quinta Conferncia Europia sobre Lixo Espacial, organizada pela Agncia Espacial Europia (ESA), discutiu o assunto recentemente, na cidade alem de Darmstadt, com participao de mais de 300 especialistas de 21 pases. As ltimas estimativas da ESA indicam que cerca de 600 mil objetos em desuso maiores que um centmetro pululam pela rbita terrestre. So satlites inativos, antigos foguetes, fragmentos de naves, restos de pintura e p abandonados durante mais de 50 anos de atividade humana no espao. O principal catlogo de resduos espaciais existente o da Rede de Vigilncia Espacial do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, da qual os demais pases dependem em grande parte para conhecer a situao. Contudo, por encomenda da ESA, o Observatrio de Teide, nas espanholas Ilhas Canrias, perscruta sistematicamente o espao h uma dcada. J descobrimos mais de cinco mil objetos, disse ao Terramrica o astrnomo Miquel Serra, responsvel pelo projeto de lixo espacial do Instituto de Astrofsica das Canrias. Em alguns anos, a Europa poder ter catalogado o lixo espacial, e no precisar recorrer a ningum para ter conhecimento a respeito, acrescentou. Desde o envio do lendrio Sputnik sovitico, em 1975, houve mais de 4.600 lanamentos e foram colocados em rbita cerca de seis mil satlites, dos quais apenas 800 continuam funcionando. Grande parte dos restos procede de exploses, foram contabilizadas cerca de 200, pois a maioria dos artefatos enviados ao espao ainda conta com combustvel para finalizar sua vida til e, assim, permanecem por longo tempo. Alm disso, a quantidade de elementos sem utilidade que orbitam a Terra aumenta sem parar devido s colises. A situao sria. O aumento destes objetos no espao no controlado, disse Holger Krag, especialista do Centro Europeu de Operaes Espaciais da ESA. Tememos que ocorram cada vez mais choques que gerem inumerveis fragmentos, os quais, por sua vez, tenham impacto contra outros satlites, e dessa forma ocorra um sem-nmero de colises em um prazo cada vez menor. Assim, em algum momento, o espao altura de at dois mil quilmetros (rea de maior trnsito de satlites) no seria mais til para a astronutica, afirmou Krag. Estas colises so a principal ameaa para os satlites que esto em rbita com finalidades como telecomunicaes, previso do tempo, navegao, observao da Terra e cincia aeroespacial. E tambm para as naves e misses como a Estao Espacial Internacional. A velocidades que costumam chegar aos 40 mil quilmetros por hora, at mesmo os pequenos fragmentos de dejetos espaciais podem causar grandes danos s aeronaves. Prova desse perigo foi o acidente ocorrido no dia 10 de fevereiro deste ano, quando o satlite norte-americano Iridium 33 chocou-se com o russo Cosmos 2251, que estava fora de servio. Ambos se converteram em centenas de fragmentos que engrossam o lixo espacial. Entretanto, especialistas consideram muito mais grave a destruio intencional do satlite chins Fenghyn 1C com um mssil lanado da Terra pelas autoridades desse pas em janeiro de 2007. Essa nica ao aumentou em 25% a presena de resduos espaciais. Foi dramtica, e continuamos enfrentando suas consequncias ainda hoje, afirmou Krag. No dia 12 de maro deste ano, os trs tripulantes da Estao Espacial Internacional tiveram de se refugiar por dez minutos na cpsula Soyuz diante da possibilidade de um choque com lixo espacial. No h leis ou acordos vinculantes para estas atividades espaciais que estipulem castigos por seu descumprimento. Em todo caso, apela-se auto-regulamentao dos Estados e ao cumprimento das diretrizes da Comisso das Naes Unidas sobre a Utilizao do Espao Ultraterrestre com Fins Pacficos. A comunidade cientifica recomenda, h mais de uma dcada, o reingresso controlado na atmosfera terrestre dos satlites que terminaram sua vida til, para que ali sejam extintos, evitando os choques e as exploses provocadas pelos restos de combustveis. Mas o consenso na Quinta Conferncia Europia sobre Lixo Espacial, pela primeira vez, foi mais longe. necessrio projetar e implementar medidas ativas para remediar a situao do lixo espacial (...). No existe outra alternativa para proteger o espao como um recurso valioso para a operao da indispensvel infra-estrutura por satlite, afirmam suas concluses. Uma das propostas contempla a remoo controlada de objetos da rbita terrestre com misses robotizadas enviadas at eles, que os acople e reboque at um cemitrio orbital, ou provoquem sua queda de maneira controlada, explicou ao Terramrica um dos conferencistas, Carsten Wiedemann, do Instituto de Ssitemas Aeroespaciais de Brunswick, no norte da Alemanha. A recuperao de cada um dos vrios milhares de satlites em desuso custaria entre 10 e 20 milhes de euros (entre US$ 13 milhes e US$ 26 milhes). Contudo, os custos com a perda da infra-estrutura de satlites sero muito superiores aos derivados das atividades reparatrias, concluiu o documento da Conferncia.