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Assunto: Latas de ao - o mercado para reciclagem
País: Brasil
Fonte: http://www.cempre.org.br/ft_latas_aco.php
Data: 3/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.cempre.org.br/ft_latas_aco.php
Curiosidade (texto):
O mercado para reciclagem No Brasil, como no resto do mundo, o mercado de sucata de ao bastante slido porque a indstria siderrgica precisa da sucata para fazer um novo ao; cada usina siderrgica uma planta de reciclagem. Cerca de 10,2 milhes de toneladas de sucatas foram utilizadas para a produo de novo ao, valor correspondente a 31% do ao produzido no Brasil.O ao o material mais reciclado no mundo, sendo que em 2009 foram recicladas cerca de 424 milhes de toneladas no planeta. O principal mercado associado reciclagem de ao formado pelas aciarias, que derretem a sucata, transformando-a em produtos ou novas chapas de ao. O incremento da coleta seletiva desse material estimula o aumento da demanda de empregos e equipamentos de separao, como eletroms. No Brasil, apenas 6% das latas para bebidas so de ao, sendo que a maior participao est no Nordeste, que detm 46% do mercado e so produzidas 1 bilho de latas por ano para as fbricas de cerveja, refrigerantes e sucos em todo pas. Na Espanha e na frica do Sul, 100% das latas de bebidas so feitas deste material; na Alemanha, 95%; e demais outros pases da Europa, 52%. Cerca de 54% da sia tambm tm o hbito de envasar suas bebidas neste tipo de embalagem. Quanto reciclado? 49% das latas de ao consumidas no Brasil em 2009 foram recicladas, equivalentes a 295.960 t. Este ndice vem aumentando graas ampliao de programas de coleta seletiva municipais, e, principalmente, RECICLAO, programa de reciclagem ps-consumo criado pela Cia Metalic Nordeste, produtora de latas de ao para bebidas para estimular a coleta destas embalagens. Esta iniciativa permitiu embalagem de bebida carbonatada atingir o ndice de 78% de reciclagem, nmero auditado por empresa independente. Note que se considerarmos os ndices de reciclagem de carros velhos, eletrodomsticos, resduos de construo civil, ou seja, todos os segmentos do ao, e somarmos aos ndices das embalagens de ao, o Brasil recicla cerca de 70% de todo o ao produzido anualmente. Conhecendo o material As latas de ao, produzidas com chapas metlicas conhecidas como folhas de flandres, tem como principais caractersticas a resistncia, inviolabilidade e opacidade. So compostas por ferro e uma pequena parte de estanho (0,20%) ou cromo (0,007%) - materiais que protegem contra a oxidao e evitam por mais de dois anos a decomposio de alimentos. Quando reciclado, o ao volta ao mercado em forma de automveis, ferramentas, vigas para construo civil, arames, vergalhes, utenslios domsticos e outros produtos, inclusive novas latas. No Brasil, so consumidas cerca de 1 milho de toneladas de latas de ao por ano, o equivalente a 4 quilos por habitante. Nos Estados Unidos, o consumo anual de 10 quilos por habitante/ano. Qual o peso desses resduos no lixo? A lata de ao corresponde a 2,5% em peso do lixo domiciliar das grandes cidades brasileiras. Nos EUA, o material constitui 1,3% dos resduos urbanos. Sua histria O ao um dos mais antigos materiais reciclveis. Na antigidade, os soldados romanos recolhiam as espadas, facas e escudos abandonados nas trincheiras e os encaminhavam para a fabricao de novas armas. Conta-se que a lata teria sido inventada a pedido de Napoleo Bonaparte, para que seus soldados pudessem levar alimentos para as guerras, sem problemas de conservao. Outros dizem que o alimento enlatado surgiu na Inglaterra, em 1800. Nos Estados Unidos, os esforos pela coleta seletiva das latinhas comearam na dcada de 70, com o advento dos programas de reciclagem. No Brasil, foi criado em 1992 o Programa de Valorizao da Embalagem Metlica (Prolata), com o objetivo de estimular o consumo, coleta e reciclagem desse material. Em 2003, com a criao da ABEAO - Associao Brasileira das Embalagens de Ao, as atividades do Prolata foram incorporadas s aes do Comit de Meio Ambiente da ABEAO. Em 2002, duas iniciativas vieram somar os trabalhos Prolata/ABEAO, a primeira delas, Reciclao, programa do Grupo CSN criada com o objetivo de estimular a coleta e reciclagem das embalagens de bebida em ao, e a segunda, o Programa CSN Embalagem de Ao e Meio Ambiente, que visa potencializar o critrio ambiental das embalagens de ao atravs do desenvolvimento de pesquisas e projetos voltados comunidade. E as limitaes ? Contaminao As latas devem estar livres de impurezas contidas no lixo, principalmente terra e outros materiais metlicos, como alumnio. A presena de matria orgnica gera mais escria nos fornos de fundio. Rgidas Especificaes de Matria-prima A sucata de ao deve ser prensada em fardos para fornecimento, por sucateiros, antes de ser destinada s indstrias de fundio. Pode ser utilizada em qualquer processo de fabricao do ao (usina integrada ou no integrada) com a vantagem de que sua composio (incluindo a porcentagem de estanho) no interfere no processo de reciclagem. importante saber... Reduo na Fonte de Gerao Nos Estados Unidos, a lata hoje 40% mais leve que em 1970, graas a avanos tecnolgicos de solda e dobra do metal. A quantidade de estanho caiu de 9,5g/m2 em 1975, para 5g/m2 em 1997, representando tambm uma reduo de 40% na utilizao deste material. No Brasil, so produzidas latas com espessuras que variam de 0,14 a 0,38 milmetros. Compostagem O material dificulta a compostagem do lixo para a produo de adubo orgnico. A lata degradada por fora das intempries. Incinerao Por serem magnticas, podem ser separadas mecanicamente por meio de eletroms antes ou depois da incinerao. Se incineradas em temperatura acima de 1500 graus centgrados, as latas sofrem intensa oxidao e voltam ao estgio natural de minrio de ferro. Aterro As latas de ao que no so recicladas enferrujam. Elas se decompem, voltando ao estado natural - xido de ferro. O ciclo da reciclagem Voltando s Origens Depois de separadas do lixo, por processo manual, ou atravs de separadores eletromagnticos, as latas de ao precisam passar por processo de limpeza em peneiras para a retirada de terra e de outros contaminantes. Em seguida, so prensadas em fardos para facilitar o transporte nos caminhes at as indstrias recicladoras. Ao chegar na usina de fundio a sucata vai para fornos eltricos ou a oxignio, aquecidos a 1550 graus centgrados. Aps atingir o ponto de fuso e chegar ao estado de lquido fumegante, o material moldado em tarugos e placas metlicas, que sero cortados na forma de chapas de ao. A sucata demora somente um dia para ser reprocessada e transformada novamente em lminas de ao usadas por vrios setores industriais - das montadoras de automveis s fbricas de latinhas em conserva. O material pode ser reciclado infinitas vezes, sem causar grandes perdas ou prejudicar a qualidade. Aciarias de porte mdio equipadas com fornos eltricos processam a sucata por custo inferior ao das siderrgicas convencionais.