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Assunto: O fim da Era do Lixo- Resduo NO LIXO
País: Brasil
Fonte: http://www.cmqv.org/website/artigo.asp?cod=1461&idi=1&xmoe=212&moe=212&id=17752
Data: 8/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Este artigo tem a finalidade de fazer voc imaginar e viajar um pouquinho no mundo do lixo. Vamos falar um pouco sobre nossos resduos. Vamos falar sobre o que so, como so e quem produz os denominados resduos ou, popularmente chamado de: LIXO. Vamos falar sobre a dita problemtica do LIXO porque: Todos ns somos geradores ou seja, todos ns produzimos lixo. A cada movimento, a cada procedimento, produzimos resduos que, geralmente achamos que lixo. Todos ns processamos vrios materiais durante o dia, em diferentes circunstncias, com diferentes resultados. A respirao um exemplo bsico: absorvemos O e eliminamos CO, ou seja, no processo da respirao, nossa matria prima o oxignio e nosso resduo o gs carbnico: Elementar, bvio e direto! Pensando dessa forma, voc j parou para pensar e verificar o que VOC produz de lixo durante um dia?. Mas, antes de imaginar o quanto voc produz, deixo uma pergunta bsica: o que voc acha que lixo? Voc vai poder pensar e responder no final deste artigo. Vamos falar um pouco sobre o assunto. A destinao dos resduos slidos comeou a ser repensada h algum tempo em vrias esferas da sociedade. Da necessidade real ao marketing social, o tema encontra espao em toda a mdia. Do indivduo que separa seu resduo (que normalmente o denomina de lixo) para a coleta seletiva ao empresrio que busca aumentar sua eficincia produzindo menos resduos ou reciclando-os, passando por iniciativas de administraes pblicas preocupadas com a sustentabilidade, todas, mais uma vez, encontra o espao em nossa mdia. Das pequenas aes s grandes determinaes, todas importantes dentro de seus objetivos, porm, ainda, nada definitivamente eficaz. Os resduos aumentam, se acumulam, e, a cada dia, aumenta a problemtica dos impactos sanitrios x ambientais oriundos desse acmulo ou, por que no dizer, dessa falta de gesto eficiente. Problemas de sade pblica, problemas de desperdcio de matria prima, problemas sociais, problemas diversos... Devido s especificidades de cada tipo de resduo (urbano, hospitalar, industrial, de construo, etc.) e tambm em relao cadeia produtiva a que pertencem, faz-se necessrio o desenvolvimento de projetos e legislaes que visem o correto gerenciamento dos resduos para dar a destinao final adequada a cada um deles e/ou realizar a reciclagem/tratamento mais eficiente, tanto do ponto de vista ambiental quanto econmico. Para a formatao dessas determinaes legais, a grande problemtica que observamos : Acumulo de Resduo: Quem , REALMENTE, responsvel? Quem responsvel pelo resduo formado? Ou, em outras palavras, quem responsvel pelo resduo GERADO? Acreditamos que a pergunta deveria ser: QUEM GEROU O RESDUO? Essa questo parece bvia, porm, o conceito do ps-consumo impactante ainda no est sendo vista como um determinante fundamental dentro da cadeia de corresponsabilidade do poluidor pagador. Esse tema gera grandes discusses, principalmente junto aos gestores que se recusam a admitir a necessidade de equipes multidisciplinares dentro de uma poltica de Gesto de Risco Plena, visando um maior entendimento e conhecimento tcnico no que compete a determinados e pontuais riscos. Com a entrada em vigor do PNRS muitas determinaes existentes nessa lei passam a vigorar. Cabe a cada um de ns, que realmente entende de seu determinado segmento, analisar, estudar e comentar seu segmento, dentro dessa poltica. Abaixo, algumas breves observaes: POLTICA NACIONAL DE RESDUOS SLIDOS No final do ano passado um passo importante foi dado: A publicao do decreto de regulamentao da Poltica Nacional de Resduos Slidos (PNRS), Lei 12.305. A Lei estabelece: O fim dos aterros sanitrios irregulares at 2015; Enquadra como crime ambiental a gesto inadequada de resduos slidos entendendo que a destinao final adequada deva ser a reciclagem, a compostagem, o aproveitamento energtico, dentre outras; Regulamenta etapas do processo como coleta, transporte, transbordo e tratamento; Estabelece a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores e, inclusive, o consumidor, pelo ciclo de vida dos produtos; O no cumprimento das normas estabelecidas podero gerar multas que variam de quinhentos a dez milhes de Reais. Em conformidade com uma tendncia mundial, a lei brasileira incorpora conceitos j adotados na Europa com bastante xito. J possvel ver tecnologias e processos sendo importados de outros pases que tiveram que se enquadrar em leis parecidas desde meados dos anos 90 Logstica Reversa Resumidamente, logstica reversa o processo de retorno de um material do ponto de consumo at sua origem. O exemplo clssico de logstica reversa o processo em que um vasilhame vazio retorna para o estabelecimento comercial que, por sua vez, retorna ao fabricante da bebida para ser tratada e reutilizada, fechando o ciclo. Estes ciclos so especialmente virtuosos em termos ambientais quando realizados com eficincia, pois poupam o meio ambiente da extrao de mais matria-prima, reduzem o volume dos aterros, contribuindo para o alcance das metas estabelecidas em lei, e geram empregos para atividades correlatas quando, por exemplo, a destinao final a reciclagem de partes do produto. Dentro desse contexto importantssimo que se analise o custo real desse processo, ou seja, os ndices de sustentabilidade do processo so fundamentais para a anlise da viabilidade econmica x ambiental desse processo. Projeto de gesto de resduos slidos Projetos bem elaborados na rea de gerenciamento de resduos slidos trazem mais vantagens para as organizaes do que somente evitar as multas em virtude da lei. Das menores s grandes minimizaes, todas so ambientalmente importantes. Em geral, os projetos ajudam a dimensionar melhor os recursos, gerando economia na produo e at, dependendo da natureza prpria da atividade, podem gerar receita secundria, tornando-se um investimento de retorno direto e indireto, com mitigao de impactos e incremento de visibilidade. RESUMINDO: Os resduos apenas passam a se tornar um problema quando olhamos para eles como lixo. Se entendermos e tivermos a real conscincia de que RESDUO NO LIXO, automaticamente, criaremos polticas e passaremos a dar um destino nobre, consciente e rentvel a esse resduo, deixando de transform-lo em lixo, tornandoo a matria prima de outras cadeias produtivas e, da, com certeza, teremos o fim da Era do Lixo. Agora a nossa pergunta inicial: E voc, quanto lixo produz? Clia Wada