• Patrocinado por:

  • Busca

    Palavra Chave:

    Data:





Curiosidades


Assunto: Bioplsticos de fibras vegetais se equiparam fibra de carbono
País: Brasil
Fonte: http://bioplasticnews.blogspot.com/2011/04/bioplasticos-de-fibras-vegetais-se.html
Data: 9/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://bioplasticnews.blogspot.com/2011/04/bioplasticos-de-fibras-vegetais-se.html
Curiosidade (texto):
De resduos agroindustriais saem fibras que podero dar origem a uma nova gerao de superplsticos.Mais leves, resistentes e ecologicamente corretos do que os polmeros convencionais utilizados industrialmente, as alternativas vm sendo pesquisadas pelo grupo coordenado pelo professor Alcides Lopes Leo na Faculdade de Cincias Agronmicas da Universidade Estadual de So Paulo (Unesp), em Botucatu.Recentemente, o grupo brasileiro apresentou o trabalho durante a reunio anual da Sociedade Norte-Americana de Qumica, mostrando que os superplsticos podem ser fabricados de vrios tipos de frutas e plantas. Bioplsticos Obtidas de resduos de cultivares como o curau (Ananas erectifolius) - planta amaznica da mesma famlia do abacaxi -, alm da banana, casca de coco, sisal, o prprio abacaxi, madeira e resduos da fabricao de celulose, as fibras naturais comearam a ser estudadas em escalas de centmetros e milmetros pelo professor Lopes Leo e colegas no incio da dcada de 1990.Ao test-las nos ltimos dois anos em escala nanomtrica (da bilionsima parte do metro), os pesquisadores descobriram que as fibras apresentam resistncia similar s fibras de carbono e de vidro. E, por isso, podem substitu-las como matrias-primas para a fabricao de plsticos.O resultado so materiais mais fortes e durveis e com a vantagem de, diferentemente dos plsticos convencionais originados do petrleo e de gs natural, serem totalmente renovveis."As propriedades mecnicas dessas fibras em escala nanomtrica aumentam enormemente. A pea feita com esse tipo de material se torna 30 vezes mais leve e entre trs e quatro vezes mais resistente", disse Lopes Leo.Em testes realizados pelo grupo por meio de um acordo de pesquisa com a Braskem, em que foi adicionado 0,2% de nanofibra ao polipropileno fabricado pela empresa, o material apresentou aumento de resistncia de mais de 50%. Carros verdes J em ensaios realizados com plstico injetvel utilizado na fabricao de pra-choques, painis internos e laterais e protetor de crter de automveis, em que foi adicionado entre 0,2% e 1,2% de nanofibras, as peas apresentaram maior resistncia e leveza do que as encontradas no mercado atualmente, segundo o cientista."Em todas as peas utilizadas pela indstria automobilstica base de polipropileno injetado ns substitumos a fibra de vidro pela nanocelulose e obtivemos melhora das propriedades", afirmou.Alm do aumento na segurana, os plsticos feitos de nanofibras possibilitam reduzir o peso do veculo e aumentar a economia de combustvel. Tambm apresentam maior resistncia a danos causados pelo calor e por derramamento de lquidos, como a gasolina."Por enquanto, estamos focando a aplicao das nanofibras na substituio dos plsticos automotivos. Mas, no futuro, poderemos substituir peas que hoje so feitas de ao ou alumnio por esses materiais", disse Lopes Leo.Por meio de um projeto apoiado por meio do Programa de Apoio Pesquisa em Parceria para Inovao Tecnolgica (PITE) da FAPESP, a fibra de curau passou a ser utilizada no teto, na parte interna das portas e na tampa de compartimento da bagagem dos automveis Fox e Polo, fabricados pela Volkswagen.Outras indstrias automobilsticas j manifestaram interesse pela tecnologia, segundo Lopes Leo. Entre elas est uma empresa indiana, cujo nome no foi revelado, que tomou conhecimento da pesquisa aps ela ser apresentada na reunio da Sociedade Norte-Americana de Qumica, no final do ms passado. Nanofibra substitui titnio Segundo o coordenador da pesquisa, alm da indstria automobilstica as nanofibras podem ser aplicadas em outros setores, como o de materiais mdicos e odontolgicos.Em um projeto realizado em parceria com a Faculdade de Odontologia da Unesp de Araraquara, os pesquisadores pretendem substituir o titnio utilizado na fabricao de pinos metlicos para implantes dentrios pelas nanofibras.Em outro projeto desenvolvido com a Faculdade de Medicina Veterinria e Zootecnia da Unesp de Botucatu, o grupo utiliza as nanofibras para desenvolver membranas de celulose bacteriana vegetal.Em testes de biocompatibilidade in vivo, realizados com ratos, os animais sobreviveram por seis meses com o material. "Nenhuma pesquisa do tipo tinha conseguido atingir, at ento, esse resultado", afirmou Lopes Leo.O grupo da Unesp tambm est estudando a utilizao de fibras naturais para o desenvolvimento de compsitos reforados e para o tratamento de guas poludas por leo. Fibras de plantas De acordo com o coordenador, entre as fibras de plantas, as do abacaxi so as que apresentam maior resistncia e vocao para serem utilizadas na fabricao de bioplsticos.Dos materiais, o mais promissor o lodo da celulose de papel, um resduo do processo de fabricao que as indstrias costumam descartar em enormes quantidades e com grandes custos financeiros e ambientais em aterros sanitrios.Para utilizar esse resduo como fonte de nanofibras, Lopes Leo pretende iniciar um projeto de pesquisa com a fabricante de papel Fibria em que o lodo da celulose produzido pela empresa seria transformado em um produto comercial. " muito mais simples extrair as nanofibras desse material do que da madeira, porque ele j est limpo e tratado pelas fbricas de papel", disse.Para preparar as nanofibras, os cientistas desenvolveram um mtodo em que colocam as folhas e caules de abacaxi ou das demais plantas em um equipamento parecido com uma panela de presso.O "molho" resultado dessa mistura formado por um conjunto de compostos qumicos e o cozimento feito em vrios ciclos, at produzir um material fino, parecido com o talco. Um quilograma do material pode produzir 100 quilogramas de plsticos leves e super-reforados. Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br