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Curiosidades


Assunto: Eletroeletrnicos entram na logstica reversa
País: Brasil
Fonte: ASBOASNOVAS.COM
Data: 12/2012
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://asboasnovas.com/biosfera/eletroeletronicos_entram_na_logistica_reversa
Curiosidade (texto):
Na mira da Poltica Nacional de Resduos Slidos, computadores, celulares e geladeiras devero ser coletados e reciclados por fabricantes e importadores. Na mira da Poltica Nacional de Resduos Slidos, computadores, celulares e geladeiras devero ser coletados e reciclados por fabricantes e importadores. Por Felipe Datt O recolhimento e reciclagem dos aparelhos eletroeletrnicos considerados inservveis so os prximos desafios dos fabricantes nacionais e importadores de eletroeletrnicos, governo e consumidores. A promulgao da Lei 12.305/10, que institui a Poltica Nacional de Resduos Slidos, obriga que a coleta de bens diversos como computadores, celulares ou geladeiras faa parte de um plano slido de logstica reversa de responsabilidade das corporaes e associaes setoriais. A expectativa que o edital de chamamento das empresas para a implementao da logstica reversa seja divulgado no final de fevereiro de 2012, segundo informaes da Abinee (Associao Brasileira da Indstria Eltrica e Eletrnica). A Organizao das Naes Unidas (ONU) calcula que o Brasil, com meio quilo per capta, seja o pas emergente que mais gera lixo eletrnico por ano. A ONU tambm aponta a falta de dados e estudos sobre a situao da produo, reaproveitamento e reciclagem desses bens no Pas. J o Greenpeace calcula em 1 milho o nmero de computadores jogados nos lixos brasileiros anualmente. O objetivo fazer com que consumidores respeitem as taxas de obsolescncia dos aparelhos (trs anos para computadores; um ano e meio para celulares, por exemplo), e descartem adequadamente esses itens no momento da compra de um novo. A boa notcia que aes pontuais j comeam a mostrar resultados positivos e podem servir de parmetro para a implementao da lei. A Philips apostou em um projeto piloto em Manaus, em 2009, para recolher aparelhos eletroeletrnicos e testar um ciclo de reciclagem. No incio de 2010, o plano foi estendido nacionalmente e j foram recolhidas 160 toneladas desse material. Inicialmente a ao visava eletroeletrnicos. Em novembro passado estendemos para pilhas e baterias e at o fim do ano recolheremos lmpadas e equipamentos mdicos, fechando todo nosso portflio de produtos, adianta o diretor de Sustentabilidade da Philips do Brasil, Walter Duran. Os 40 postos de coleta da empresa, espalhados por 26 cidades, acumulam equipamentos que so recolhidos pela parceira OXIL, que segrega, desmonta e recoloca as matrias-primas novamente no mercado. Existe receita sobre a venda, mas ainda est longe de cobrir o custo total de reprocessamento, revela Duran. A Philips planeja atingir sua capacidade instalada de 200 toneladas recicladas este ano, e chegar a 600 toneladas em trs ou quatro anos. Lixo reprocessado A Itautec trabalha com a perspectiva de reprocessamento de 7 mil toneladas de lixo eletrnico ainda este ano, ante as 4.756 recicladas no ltimo exerccio, conta o vice-presidente de Operaes, Ricardo Bloj. Segundo Bloj, um dos entraves da logstica reversa o tamanho do Pas e a dificuldade de recolher materiais nos 33 postos de coleta da empresa e transport-los at o centro de reciclagem localizado em Jundia/SP. O custo de reprocessamento tambm obriga a maioria dos fabricantes a exportar, principalmente para a Blgica, as placas montadas de circuito impresso de computadores para a extrao de metais preciosos como ouro, cobre e prata, que posteriormente so recolocados no mercado. Essa tecnologia no est homologada no Brasil. Requer investimentos altssimos e preciso volume para justificar esses aportes, finaliza. Engajamento universitrio A Universidade de So Paulo (USP) deu incio em dezembro de 2010 ao Centro de Descarte e Reuso de Resduos de Informtica (Cedir) para recolher computadores, impressoras e outros itens de informtica e fazer com que todo lixo eletrnico tenha um destino sustentvel. J recebemos at mquinas fotogrficas, diz Tereza Cristina Carvalho, coordenadora do projeto. Os nmeros impressionam: o centro foi planejado para receber cinco toneladas por ms de equipamentos, mas j recebe entre 10 e 12 mensalmente. So materiais doados por pessoas fsicas (25% do total), gerados na prpria universidade (outros 25%) ou nos campi da instituio de ensino espalhados pelo interior (50%). O Cedir est instalado em um galpo de 400 metros quadrados em que possvel fazer a categorizao, triagem e destinao de 500 a 1000 equipamentos por ms. Dos computadores recebidos, a maior parte segue para canais especficos de reciclagem, que separam matrias-primas como plstico e metais ferrosos ou no-ferrosos para serem enviadas para suas respectivas cadeias de valor. As placas de circuito interno, os itens mais valiosos, so enviadas para desmonte no exterior. Cerca de 10% a 15% dos computadores podem ser recuperados e so enviados a instituies de caridade, que nos devolvem assim que se tornam inservveis, expe. Outras aes da universidade esto sendo tomadas nessa direo. Uma parceria com a Petrobras, por exemplo, j treinou 113 catadores de lixo eletrnico desde janeiro. Tereza Cristina Carvalho tambm adianta que foram iniciadas pesquisas no laboratrio da Poli com o intuito de otimizar a eficincia energtica na rea de Tecnologia da Informao (TI).